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Milagrosamente, sobrevivi, também milagrosamente a empresa Semco Group de São Paulo, prosseguiu sem contratempos durantes os meses que estive internado, recuperando das cirurgias.Com os números fechados, contratos assinados, ou seja, negócio continuou como de costume.
Actualmente, Semco Group é líder de mercado na área de equipamentos indústriais e soluções para a gestão de documentos. Semler é o representante do que tem sido chamado de Management Participativo. Semco não segue os parâmetros de outras empresas com hierarquias predefinidas e excessivo formalismo. Na Semco todos são tratados da mesma forma, seja um executivo com um alto cargo na empresa ou um colaborador com um posto mais baixo, isto significa que ao trabalho de cada pessoa se dá a verdadeira importancia e assim todos são mais felizes no trabalho.
Os 3.000 colaboradores da Semco definem as suas próprias horas de trabalho e níveis de pagamento. Há espreguiçadeias por todo campo, para que possam dormir a sesta, e são convidados a passar a manhã de segunda-feira, no caso de teram ficado a trabalhar ao sábado pela tarde. Não há organograma nem planificação a cinco anos,
São os colaboradores que elegem um líder corporativo e promovem novos negócios para a empresa. Semler tinha apenas um. Nos últimos 14 anos a companhia cresceu 27,5%.
Na mente de Semler, este modelo de auto-governação não é uma forma de altruísmo, mas sim uma melhor maneira de construir uma organização flexível e suficientemente forte para superar tempos de turbulência.
Ele considera que este modelo permitiu à Semco sobreviver, não só quando teve o acidente, mas também durante a má governação do líder do país, que durante os 23 anos de mandato levou a que o país entrasse em recessão económica, onde milhares de empresas fecharam, no entanto a Semco continuou a crescer.
A teoria do Management Participativo
Faz 45 anos, no livro titulado “O lado humano das empresas” de Douglas McGregor, um dos fundadores na área do Management Participativo, alegou que as empresas devem de dar aos seus colaboradores a confiança para que estes apliquem a sua criatividade e engenho ao serviço de toda a companhia, e tomarem decisões importantes, incluindo a selecção e eleição dos seus próprios chefes.
Abaixo encontra-se a visão da natureza humana que o professor McGregor chamou de “Teoría Y” que defende que pessoas normais não devem ser geridas pelo sistema “prémios e castigos” incentivos e controlo, pelo contrário, as pessoas são capazes de gerir a sua própria direcção e controlo, mesmo que seja em ambientes burocráticos ou corporativos.O Management Participativo, inspirou um seguimento feroz e dedicado, onde muitos dos gestores o vêem como atractivo e convincente,mas é julgado como demasiado utópico e ingénuo para o mundo real do trabalho convencional.
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